COTIDIANO | Fonte: Folha de Pernambuco

Cresce busca por vacina contra raiva no Recife

A procura por vacina contra a raiva aumentou entre 30% e 40% nos postos de saúde do Recife. A alta ocorre justamente na semana posterior à morte da dona de pet shop Adriana Vicente, 36 anos, que contraiu o vírus ao ser mordida por um gato de rua. Os gestores em saúde avaliam que essa corrida pela imunização está relacionada ao temor instalado depois da confirmação de raiva humana. Contudo, por determinação do Ministério da Saúde, as doses, que permanecem regradas, têm especificidades para a administração após acidente com animais.

Já a imunização prévia inclui apenas pessoas em alto risco de contaminação pelo vírus, risco permanente e risco frequente. “A vacina antirrábica é destinada para as pessoas, incialmente, que tiveram agressão por animais. E quem vai dizer se essa pessoa vai ou não tomar a vacina e o esquema vacinal é o profissional de saúde. O que se preconiza é que toda pessoa que teve mordedura, lambedura, arranhadura ou contato indireto com morcego procure uma unidade de saúde”, afirmou o coordenador de zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Francisco Duarte.

Ele esclareceu ainda que, para esquema de imunização prévio, há restrições ligadas ao perfil profissional. São exemplos veterinários, biólogos e pessoas que trabalham em cavernas onde há risco maior de contatos com morcegos.

Duarte acrescentou que, para essas pessoas, se faz uma profilaxia de três doses e depois de seis meses é feito um exame sorológico para acompanhar os níveis de anticorpos da raiva. O teste só é realizado no instituto Pasteur, em São Paulo, e indica a necessidade de doses anuais extras ou não.

A lista de público prioritário disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não elenca pessoas autônomas que fazem resgate de animais de forma espontânea, já que eles não são uma categoria profissional.

“Existem profissionais habilitados para o resgate. Para coletar um animal de rua é preciso proteção de luvas grossas, cambão (vara para captura de animais), fora outros itens do arsenal próprio de um profissional de zoonoses.”

Observação
A diretora executiva de Atenção à Saúde do Recife, Eliane Germano, afirmou que é natural essa grande procura pela vacina na cidade após o caso de raiva humana. Contudo, ela destaca que a necessidade da vacina não é indicada para todo e qualquer caso de acidente com animais. “A primeira opção é a observação do animal, e estamos numa sensibilização grande para orientar as pessoas que o animal observável não é só o nosso próprio animal.”

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