CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Atenção máxima para arboviroses

AEDES Números caem em relação a 2016, quando houve epidemia, mas ainda seguem em alta

Pernambuco registrou, entre 1º de janeiro e 8 de julho deste ano, uma queda significativa nos casos suspeitos de arboviroses transmitidas pelo Aedes aegpyti (dengue, chicungunha e zika) em relação às notificações registradas no mesmo período em 2016. A redução, no entanto, não representa cenário positivo, uma vez que o Estado vivenciou uma tríplice epidemia no ano passado e os números, à época, foram expressivamente maiores.

“Nós temos que lembrar que, em 2016, Pernambuco passou por uma epidemia. Ao compararmos os casos notificados este ano com os registros do ano passado, a redução realmente é gigantesca. Mas no cenário atual, observamos que o número de casos está aumentando a cada semana. O esperado era que as notificações caíssem ou, pelo menos, se mantivessem estáveis”, pontua a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes.

Ainda de acordo com a gestora, os números poderiam ser maiores se não fossem as subnotificações. “Os dados são provenientes das notificações de pessoas que adoeceram e procuraram as unidades de saúde. Mas muitas pessoas não vão aos hospitais. Sem notificações nós não podemos desencadear ações de combate”, alerta. Os números do último boletim foram discutidos, na tarde de ontem (11), durante reunião do Comitê de Mobilização Social de Controle e Prevenção às Arboviroses na sede da SES, no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife.

O maior percentual de redução (96,1%) foi no número de casos suspeitos de zika. Enquanto no primeiro semestre de 2016 foram registrados 10.699 casos suspeitos, no mesmo período deste ano a SES notificou 420 ocorrências. Até o momento, nenhum desses últimos registros foi confirmado.

Outra preocupação da Secretaria Estadual de Saúde são os novos números de índice de infestação predial do mosquito nas cidades pernambucanas. Atualmente, 99 dos 184 municípios estão em situação de risco de surto. “O que mais preocupa a secretaria são os municípios com elevada taxa de infestação do mosquito. Isso quer dizer que há circulação do vírus em condições ideais. Se temos esse cenário, a qualquer momento podemos passar por nova epidemia”, alerta a gerente.

Ainda no encontro de ontem, os representantes discutiram os fatores que contribuem para a proliferação do Aedes, a exemplo do acúmulo de resíduos sólidos, principalmente nesse período chuvoso no Estado. “Vários fatores podem contribuir. O período de chuva seguido de dias ensolarados é um deles. Nesse cenário, os descartes no meio ambiente podem servir de possíveis criadouros. Por isso, é tão importante a conscientização da sociedade sobre o descarte correto dos restos sólidos”, acrescenta.

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