REESTRUTURAÇÃO | Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

Cremepe, SES e MPPE discutem a falta de leitos no Estado

falta de leitos“A gente sempre discutia escalas de plantão, falta de insumos mas a pauta de hoje é problema da rede porque a atenção básica não funciona”, enfatizou o presidente do Cremepe, André Dubeux, na reunião desta terça-feira (29/08) convocada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na Boa Vista, sobre a superlotação do Hospital Pelópidas Silveira.

A reunião convocada pela promotora Ivana Botelho também teve a participação do coordenador do Caop saúde, Édipo Soares e representantes da Secretaria de Saúde do Estado e da Central de Regulação de Leitos. A reunião foi convocada depois que o Cremepe realizou fiscalização no dia 07 de agosto após denúncia de superlotação. A entidade enviou o relatório de fiscalização para o Ministério Público que convocou a secretaria de Saúde.

Diante do quadro de excesso de pacientes no Hospital Pelópidas Silveira (HPS) e grande demanda da neurologia, a Central de Regulação em Saúde esclareceu que o fechamento de leitos do Hospital Nossa Senhora das Graças (antigo Alfa) que disponibilizava 57 leitos para o Estado contribuiu para a superlotação, mas para conter a demanda explicou que foram contratados 78 leitos de neuro clínica no Hospital Tricentenário; que há uma perspectiva de ampliação de 21 leitos para ortopedia na rede de Urgência e Emergência no Hospital Armindo Moura, onde já existem 40 leitos. Já na área da ortopedia, informou que deve ampliar 10 leitos no Hospital de Santo Amaro e 14 leitos de retaguarda no Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

De acordo com o presidente do Cremepe as áreas com mais críticas no Estado são: neurologia, vascular e materno infantil. “Os hospitais estão superlotados porque a rede básica não supre a demanda”, detalhou Dubeux. Mesmo assim, a gestão visualiza melhoras depois que os 55 leitos da unidade do IMIP  de Casa forte voltaram à sede, nos Coelhos, e informou que foram contratados exames de hemodinâmica, em dois dias úteis, para o Hospital Getúlio Vargas. Por fim, para a cirurgia vascular, a gestão disse que o Hospital das Clínicas (HC) também dá suporte ao Hospital da Restauração (HR) e Hospital Getúlio Vargas (HGV).

A promotora Ivana Botelho destacou a necessidade da secretaria municipal assumir a demanda de pacientes na Atenção Básica, o que desafogaria as grandes emergências. Ações como controle de diabetes e hipertensão já trariam resultados nos hospitais do Estado. Ela solicitou que a secretaria de Saúde comunicasse, em 30 dias, o impacto da ampliação da oferta dos exames/procedimentos no HGV; o remanejamento dos leitos de Urgência e Emergência, solicitados ao Ministério da Saúde; além do quantitativo de leitos do HC destinados ao suporte vascular. A promotora ainda oficializou a Secretaria de Saúde sobre a viabilidade ou não da incorporação da estrutura física e de equipamentos do Hospital Nossa Senhora das Graças à rede do Estado.

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