CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Atenção a crianças com zika

SAÚDE Ministério prometeu liberar para Pernambuco R$ 2,2 milhões que ajudarão a reforçar cuidados a meninos e meninas afetados pelo vírus

Nos próximos dias, o Estado de Pernambuco receberá aproximadamente R$ 2,2 milhões para reforçar ações de cuidado destinadas a 421 crianças afetadas pelo zika e a outras 341 que ainda estão entre os casos suspeitos da síndrome congênita associada ao vírus, cuja malformação mais conhecida é a microcefalia. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a abertura do Encontro Regional: Fortalecimento da Atenção Básica na Articulação das Redes de Atenção à Saúde, que termina amanhã no Recife. Os demais Estados também receberão apoio financeiro. Para todo o País, serão investidos quase R$ 27 milhões na ampliação e qualificação dos serviços na atenção básica (conhecida como porta de entrada dos pacientes na rede pública), por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

Passados quase dois anos da divulgação dos primeiros casos de microcefalia, o País ainda tem 2.638 crianças que aguardam o diagnóstico ser concluído – ou seja, as famílias ainda alimentam incertezas sobre possíveis efeitos do zika no desenvolvimento infantil. Outros 2.737 casos foram confirmados. A esses dois grupos, uma fatia dos recursos (R$ 15 milhões) liberados pelo Ministério da Saúde serão repassados para os Estados e municípios adquirirem kits de estimulação precoce, compostos por colchonetes, bolas e brinquedos que encorajam o desenvolvimento da visão, da audição, de habilidades motoras e cognitivas das crianças afetadas pela zika.

A outra parte dos recursos (R$ 11,8 milhões) será destinada à assistência dos pequenos pacientes, com o objetivo de fortalecer avaliação, diagnóstico e acompanhamento dos casos confirmados e em investigação até o momento (ao todo, 5.375 crianças). Serão destinados cerca de R$ 2,2 mil para cada uma delas ser reavaliada ou para ter o diagnóstico concluído. “Há alguns casos que ainda não foram confirmados nem descartados. Nesse novo levantamento, terão uma conclusão”, informou Ricardo Barros.

Em Pernambuco, dos quase R$ 2,2 milhões que serão liberados, R$ 895 mil vão para as atividades de estimulação precoce e reabilitação. O restante será destinado aos serviços de avaliação, diagnóstico e acompanhamento de 762 crianças – 421 delas com diagnóstico confirmado de zika congênita e 341 que permanecem em investigação.

Para o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, os recursos são bem-vindos porque incrementam o investimento que o município tem direcionado aos serviços desde que foi percebida mudança no padrão de ocorrência da microcefalia. “Quanto mais cedo é iniciada a reabilitação, melhores são os resultados. A chegada desses recursos agora é um reforço.”

WEBSÉRIES

Ainda ontem, durante o evento no Recife, Ricardo Barros lançou um conjunto de webséries que contará histórias de pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde. O projeto, chamado de Viva Mais SUS, começa com o episódio que apresenta a história de duas mães, Vera e Josimary, e seus filhos que nasceram com microcefalia, Abraão e Gilberto. A websérie pode ser conferida no site www.saude.gov.br/vivamaissus.
Desde 2015, o Brasil já registrou 14.577 casos de síndrome congênita do zika e 883 óbitos causados por essa condição. Segundo balanço de agosto, 20% desses casos foram confirmados, 21% permanecem em investigação e 44% foram descartados.

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