BRASÍLIA | Fonte: Assessoria de Comunicação do CFM

CFM debate acesso subcutâneo em idosos no II Fórum de Geriatria

GeriatriaO encerramento do II Fórum de Geriatria, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nessa quinta-feira (9), foi marcado pela distribuição do livreto “O uso da via subcutânea em geriatria e cuidados paliativos”, que tem o objetivo de divulgar o uso dessa via de acesso na aplicação de medicamentos em pessoas com “veias bailarinas” ou com dificuldade de deglutição. O livreto, editado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), pode ser acessado aqui.

O acesso subcutâneo foi o tema da conferência “Hipodermóclise”, ministrada pelo coordenador da residência médica em geriatria da casa gerontológica de aeronáutica brigadeiro Eduardo Gomes, Daniel Lima Azevedo, que mostrou os benefícios do uso da via subcutânea em pessoas idosas ou sob cuidados paliativos. “Essa é uma técnica centenária e de punção simples e rápida, não existindo motivo para preconceitos”, afirmou.

Segundo o geriatra, a curva de absorção do medicamento ministrado por via subcutânea se dá de forma mais lenta do que na aplicação intravenosa, o que torna essa via de acesso mais aconselhável para a administração de remédios em pacientes crônicos e com muitas dores. “A via subcutânea já me tirou em muitas situações de sufoco, quando tinha de dar assistência a pessoa em muito sofrimento”, corroborou a geriatra Cláudia Burlá, que presidiu a conferência. A apresentação de Daniel Azevedo pode ser acessada aqui. Nela estão elencados os medicamentos que poderão ser administrados por via subcutânea.

Telemedicina – A mesa redonda “Telemonitoramento do idoso não hospitalizado: limites, desafios, evidências e perspectivas” debateu a aplicação da telemedicina na geriatria. O professor da Faculdade de Medicina da USP e membro da câmara técnica de Informática em Saúde, Chao Lung Wen (foto), mostrou como a telemedicina pode ser usada para a promoção da saúde. “Ela pode aumentar a resolução de doenças, o acompanhamento das condições físicas do paciente e a reabilitação domiciliar. Dizem que a telemedicina vai desumanizar a saúde, mas quem pratica a desumanização são as pessoas”, argumentou. A apresentação pode ser acessada aqui.

O geriatra e professor da Faculdade Evangélica do Paraná Rubens de Fraga Júnior falou sobre as evidências e perspectivas do uso da telemonitoramento de pessoas idosas. Segundo Fraga, pesquisa realizada na Inglaterra comprovou que o uso de sensores remotos para medir sinais vitais em idosos reduziu em 45% a taxa de mortalidade e em 15% a internação hospitalar, além de outros indicadores positivos. “O telemonitoramento melhora os desfechos positivos, principalmente em pacientes crônicos”, assegurou. Acesse aqui a apresentação de Rubens Fraga.

Ao encerrar o II Fórum, o coordenador da Câmara Técnica de Geriatria, Aldemir Soares, ressaltou a necessidade de se regulamentar o telemonitoramento. “Temos de nos adiantar aos fatos, antes que o mercado o faça”, defendeu. Segundo Soares, a telemedicina não restringiu o trabalho do radiologista, mas ampliou o mercado e a assistência ao paciente. O II Fórum de Geriatria foi gravado e em breve será disponibilizado para os médicos interessados.
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