ECONOMIA | Fonte: Folha de Pernambuco

Ministério da Saúde quer contratos “populares”

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde encaminhou à ANS um ofício com sugestões para facilitar o acesso da população aos planos privados. No documento, a Pasta relatava a crise do sistema de saúde suplementar brasileiro devido, em parte, à queda do emprego em 2016, já que “80% dos vínculos ativos se concentram nos planos de saúde coletivos”. Uma alternativa apresentada seria a criação de planos acessíveis, chamados de “populares”, com uma maior segmentação dos contratos, em níveis de complexidade. Essas novas modalidades aumentariam o acesso da população à saúde. Em setembro, a ANS respondeu que “as propostas encaminhadas pelo Ministério concorrem com ações regulatórias em andamento na agência”.

Para 0 presidente do Procon-PE Roberto Campos, “0 plano popular vem para desafogar 0 SUS“. Mas ele alerta que “é preciso ter clareza nos contratos, sobre 0 que efetivamente vai ser prestado ao consumidor”. Altas porcentagens de co-participação podem inviabilizar a realização de procedimentos, a despeito do pagamento das mensalidades em dia. Já Renê Patriota acredita que planos acessíveis visam esvaziar 0 SUS para tirar a responsabilidade do governo. “Não vão cobrir nada e vai haver muito constrangimento”, avalia.

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