CasaSaudável | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

Um senhor grão à mesa

O arroz preto tem saltado aos olhos de quem preza por um cardápio salutar. Eis o motivo: o grão tem um leque imenso de propriedades benéficas. Quem assina as vantagens do alimento é o pediatra e médico nutrólogo Homero Rabelo Pena (foto), que ousa na cozinha para agregar valores nutricionais à arte culinária. Com dois títulos de especialista na medicina, Homero decidiu (também) enveredar pelo mundo dos aromas e sabores na graduação de gastronomia. E compartilha, em rede social (@medico_aprendizdechef), como podemos unir saúde e sabor às receitas.

Sobre o arroz preto, ele exclama que os compostos do grão agem pelo bom funcionamento do organismo. “Pode ser uma ótima opção para vegetarianos por ser rico em proteínas. Tem, em média, 30% a mais do que o arroz integral e 250% a mais do que o branco. Outro detalhe interessante: 100 gramas do preto fornecem aproximadamente 25% das necessidades de fibra que devemos consumir por dia.”

Essa particularidade é valiosa porque as fibras são importantes para o intestino e promovem a saciedade. “É uma boa opção para quem deseja um alimento que ‘demore’ mais tempo no estômago e diminua os ataques de fome. As fibras também evitam picos de glicose no sangue após o consumo.”

O médico sublinha ainda que o arroz preto é um senhor antioxidante, capaz de combater os radicais livres – aqueles que ameaçam a nossa saúde. E como prepará-lo? “A principal dica é deixá-lo algumas horas repousando na água (pelo menos, duas horas) antes de levá-lo à panela”, diz Homero, que continua a ensinar a receita lá no blog: www.casasaudavel.com.br.

Na dose certa

A partir de hoje, a página dominical Casa Saudável ganha formato com mais dinamismo e novidades sobre bem-estar e prevenção para uma vida salutar. O conteúdo extra dos temas aqui apresentados pode ser conferido no blog Casa Saudável. E o nosso programa continua a ser transmitido às sextas-feiras, às 14h, pela TV JC. Contamos com a sua participação para reforçarmos a possibilidade de acesso à informação de qualidade, na dose certa, um direito de todos.

Tira-dúvidas

Pergunta da profissional de marketing Lúcia Albuquerque: “Estou gripada há seis dias. Isso é normal?”. O infecto Paulo Sérgio Ramos diz que o quadro parece ser o esperado. “Costuma durar de 5 a 7 dias, pode ser acompanhada de febre associada a dois ou mais sintomas, como irritação na garganta, dor muscular, fadiga, dor de cabeça, obstrução nasal e tosse. “É importante o alerta a sinais como dificuldade para respirar, o que requer pronto atendimento.” A explicação completa no blog. Envie sua dúvida para contato@casasaudavel.com.br.

Os médicos que fazem da saúde um bem universal

Até 2030, o mundo tem a missão de assegurar uma vida saudável às populações. Este é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados pelos países-membros das Nações Unidas. Ontem, no Dia Mundial da Saúde, autoridades foram convocadas a cumprir os ODS. Com a hashtag #SaúdeParaTodos, a Organização Mundial de Saúde reforça que o acesso a cuidados de qualidade promove o bem-estar, aumenta a expectativa de vida e protege contra epidemias. No Brasil, os médicos de família e comunidade abraçam o compromisso para fazer com que a assistência chegue aos cidadãos. “Fazemos uma medicina centrada na pessoa, e não na doença. Podemos resolver 80% dos problemas de saúde que nos são encaminhados”, relata a médica de família e comunidade Fátima Nepomuceno (foto acima), que atua há 14 anos com a população que frequenta a Unidade de Saúde da Família Macaxeira, na Zona Norte do Recife. “Criamos um vínculo forte com os moradores”, acrescenta Fátima, sem deixar dúvidas sobre o resultado de uma prática médica que faz da saúde um bem universal. Precisamos de mais exemplos como esse.

Xô, pressão alta

É bem provável que ouvir música já faça parte da prescrição médica para pessoas com hipertensão. A ciência comprova: os sons melhoram a frequência cardíaca e os efeitos de anti-hipertensivos. Contamos lá no blog como isso é possível, mas adiantamos que uma das hipóteses é que, ao ativar o sistema parassimpático, a música aumenta a atividade gastrointestinal, acelerando a absorção de medicamentos contra pressão alta e intensificando efeitos na frequência cardíaca.

Contra cegueira

Nos EUA, o estudante Creed Pettit, 9 anos, passou por um procedimento cirúrgico, em 21/3, que usou a terapia gênica para tratar a cegueira causada pela retinose pigmentar. “A terapia repara o gene alterado que causa a doença. Quanto mais precoce o procedimento é feito, melhores podem ser os resultados”, informa a oftalmologista Camila Ventura (na ponta, à direita), a única brasileira que acompanhou a cirurgia feita pela oftalmologista Audina Berracol (ao centro, de preto), no Bascom Palmer Eye Institute, em Miami. “Creed já enxerga o tablet em penumbra. Espera-se dele uma boa resposta”, conta. Detalhes lá no blog.

Saúde mental

Testes genéticos têm aprimorado a decisão do psiquiatra ao indicar medicações que possam oferecer a maior chance de eficácia para um paciente com distúrbios, como depressão. Ao colher uma amostra de saliva, são verificados marcadores genéticos que ajudam a recomendar a medicação. “Os testes aumentam a possibilidade de acertarmos o remédio e de indicar a dose ideal, diminuindo riscos de efeitos colaterais, como ganho de peso, e de trocas de medicamento por falta de eficácia”, esclarece o psiquiatra Amaury Cantilino, que explica tudo no blog.

O tema do Dia Mundial da Saúde corresponde à expectativa de que o SUS é o nosso maior patrimônio. Ao pensar que o controle da qualidade da água e o acesso à vacinação são baseados em princípios do SUS, todos os brasileiros são usuários desse sistema”, frisa a sanitarista Ana Cláudia Callou

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