CIDADES | Fonte: JORNAL DO COMMERCIO

No aniversário de 2 anos, família faz apelo por ajuda

Esse está longe de ser um aniversário comum. Significa celebração e uma corrida contra o tempo e pela vida. Ontem, Guilherme de Lima Gomes, completou 2 anos. Guigui, como é carinhosamente chamado, sofre de atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1. Uma doença rara e progressiva que provoca a perda de movimentos simples e de funções essenciais, como deglutição e respiração. Ao nascer, os médicos deram, no máximo, 3 anos de vida. Para tentar prolongar esse tempo, é necessário um tratamento que, inicialmente, custa R$ 3 milhões.

A família passou a fazer campanhas e vaquinhas virtuais para tentar arrecadar o dinheiro. “Guigui chegar aos 2 anos é um marco, uma vitória muito grande”, comemora a mãe, Rafaella Lima, 34 anos. Ela conta que a festinha foi simples: um bolinho, os pais, a irmã mais velha de Guigui, Maria Cecília, 6 anos, e os profissionais que se revezam nos cuidados à criança.

Maria Cecília, irmã do garoto, tem um carinho todo especial por Guigui. Todas as manhãs, antes de ir à escola, em Vitória de Santo Antão, onde a família mora, na Zona da Mata pernambucana, ela fica no quarto de Guigui, segurando a mão dele. Ontem não foi diferente e ela passou maior parte do tempo ao lado do irmã. que precisa de cuidados 24 horas por dia.

O quarto de Guilherme é adaptado: possui balões de oxigênio, respiradores. A despesa mensal é alta e inclui os vários profissionais que precisam acompanhá-lo diariamente. “E ainda tem a medicação. Por isso resolvemos fazer a vaquinha”, justifica Rafaella.

A esperança para Guilherme está no remédio que precisa ser importado dos Estados Unidos: Spiranza. Não garante a cura, mas promete estagnar a doença e dar melhor condição de vida. O remédio não é fornecido pelo serviço público e os parentes travam uma briga judicial para que o plano de saúde custeie o tratamento.

Em um ano, a “AME Guigui” arrecadou apenas 13% do valor total para viabilizar o início do tratamento. “A campanha começou até bem, chegamos em cidades vizinhas como Gravatá, Limoeiro e Glória do Goitá, mas depois deu uma caída, as pessoas se acostumam com a situação. Mas a gente não desiste. Não podemos desistir”, completa Rafaella.

l Para ajudar, basta procurar a página “Ame Guigui” no Facebook, ou contribuir nas seguintes contas: Banco do Brasil, ag. 0233-x, poupança 61946-9 (variação 51), e na Caixa Econômica, ag. 0626, poupança 60315-0 (operação 013), ambas em nome de Guilherme de Lima Gomes, CPF 137.583.274-31. A vaquinha virtual (www.vakinha.com.br/vaquinha/ameguilherme).

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